De toda a água encontrada no planeta, 97% é “salgada” (está nos Oceanos) e 3% é “doce”.
Apesar de considerarmos água doce apta ao consumo humano, a questão não é tão simples assim, pois destes 3%, 75% está nos lençois de gelo e geleiras. Para podermos usá-la, temos que descongelar, e alterar Biomas importantes a certos tipos de vida.
13% se encontra em aquíferos muito profundos, entre 2.500 metros e 12.500 metros de profundidade. O custo energético e tecnológico para acessar este recurso é altíssimo, não sendo uma alternativa muito interessante.
11% está no subsolo a menos de 2.500 metros de profundidade. Porém, mesmo que esta seja mais acessível, tem um papel significativo no equilíbrio do planeta, principalmente pelo ponto de vista gerado a partir das idéias de James Lovelock e amplamente aceita e difundida, que á a teoria de Gaia. Esta teoria percebe o Planeta Terra como um organismo vivo, que responde a todas as intervenções feitas sobre ele, em um processo de auto regulação, buscando um equilíbrio dinâmico para conservar a vida na terra. De acordo com Lovelock, uma evidência desta teoria, está na manutenção constante dos níveis de oxigênio encontrados na atmosfera sempre em 21%. Se esta quantidade variasse para 25%, com qualquer fogo que se iniciasse, a combustão seria tão forte, que hoje estaria tudo queimado.
Mesmo o oxigênio sendo um elemento extremamente reagente, como é que ele se mantém constantemente a 21% no ar? Nem mais, nem menos. Este é um fenômeno próprio de Gaia, um organismo vivo que se auto regula.
No caso das águas subterrâneas, uma das funções, é regular temperatura e pressão. Não é a toa que na Cidade do México, o solo abaixa 10 cm por ano (Revista Megacidades - encarte do Estado de São Paulo), já que sua população é abastecida com água subterrânea a muito tempo. Conforme é retirada, a pressão no subsolo aumenta.
Portanto, devemos evitar intervenções cirúrgicas em nosso planeta e trabalhar aonde este pode cicatrizar, que são suas camadas superficiais, na pele de Gaia.
Somamos então 75% (Gelos e Geleiras) + 13% (águas profundas) + 11% (águas subterrâneas), o que totaliza 99% de 3% de água doce. Então o que temos disponível ao consumo humano é 1% deste total, ou 0,03% de toda a água encontrada no planeta.
E é nestes 0,03% diponível aonde estamos jogando todo o nosso esgoto, resíduos industriais, pesticidas, etc… Esta é a parte que encontramos na atmosfera, nos rios, lagos e lagoas e solos superficiais.
A cada ano que passa, nosso nível de consumo de produtos industrializados tem aumentado, e junto à isso, aumenta o montante de lixo industrial e doméstico que são despejados nos rios, lagos e lagoas, fixados ou encinerados no solo e volatilizado na atmosfera. Este dado pode ser confirmado quando são divulgados dados do tipo: “40% das mortes prematuras no mundo são consequentes de poluentes na água e geralmente em nações em desenvolvimento”, “1,1 bilhões de pessoas têm pouco ou nenhum acesso a água potável e 80% das doenças infecciosas no mundo são causadas por água contaminada”.
O que podemos fazer, frente a esta realidade? Será que precisamos continuar jogando esgoto, lixo tóxico e produtos químicos nesta pouca e preciosa água limpa que ainda temos disponível?
Bom, para entendermos o que fazer, um princípio fundamental seria “SEMPRE UTILIZAR SISTEMAS BIOLÓGICOS”, ou seja vivos. Depois, pensar em como Ciclar a água, Reduzir seu consumo, Reutilizar a água consumida, Armazenar a água da chuva e Absorver no solo.
Então, segue um passo-a-passo para orientar os que querem construir uma cisterna de ferrocimento, ou seja, armazenar a água da chuva e depois colocá-la em algum ciclo biológico (é importante entender que o homem também faz parte deste ciclo). Se conseguirmos dispersar esta semente, tenho certeza que estaremos fazendo muito pelo solo, por todas as formas de vida e uma significativa melhora na qualidade de vida social. Apostila Cisterna
Tradução feita de capitulo do livro “Ferment and Human Nutrition” escrito por Bill Mollison
A maior parte deste livro é sobre fermentação, porque é uma excelente maneira de prolongar a vida de muitos alimentos, além de formar proteinas e vitaminas em alimentos nutritivamente pobres de “amiláceas”. Muitos povos ocidentais estão familiarizados com levedos de pães, massa azeda, queijos e cervejas. Mas poucos de nós percebemos como habilmente povos tradicionais enriquecem os sabores em suas dietas, ou fazem carboidratos simples se tornarem mais nutritivos através da fermentação.
Não que o fermento seja usado somente na produção de comida, ele é também uma parte do processo de silagem e compostagem, um método de produção de fibras e tinturas através do “apodrecimento” de plantas, um caminho para libertar as sementes de suas capsulas, ou “os pelos de esconderijos”, e um antigo método de preparar sementes para a germinação removendo suas substâncias inibidoras como aquela cobertura das sementes que parece um sabão.
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Tradução de texto do livro “The composting Toilet System Book, David del Porto”
Um sanitário a base de terra é um sanitário seco onde terra seca é usada para cobrir os excrementos. Até mais ou menos 100 anos atrás, o tradicional “lugar para aliviar as necessidades” para as pessoas que viviam no campo era ou uma casinha com um buraco fossa, ou um sanitário a base de terra. Por este sanitário ser raso, o processo de decomposição era aeróbico, permitindo a ocorrência do processo de compostagem. Esta é provavelmente a primeira construção de um sanitário seco.
Na Inglaterra, a Rainha Victoria usava um sanitário a base de terra no Castelo de Windsor, embora muitos tipos a base de água eram disponíveis. Por muitos anos, sanitários a base de água e de terra foram sistemas rivais, com vitórias e derrotas em ambos os lados.
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