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	<title>BioArquiteto.com.br &#187; Artigos</title>
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	<description>Arquitetura, bioconstrução e permacultura.</description>
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		<title>CAPELA NEGRINHO DO PASTOREIO &#8211; SÍTIO SÃO CARLOS</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 13:52:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Projeto – Arq. Henrique Pinheiro Execução – Adilson e Dedé Acompanhamento – Henrique Pinheiro Vigas Recíprocas, paredes em gabião, telhado verde, uso de garrafas para iluminação natural&#8230; Clique aqui para conhecer a Capela:capela_SitioSc (1) Mais um exemplo do Arquiteto Henrique Pinheiro de como utilizar materiais locais e baixar o impacto ambiental, propondo um novo desenho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Projeto – Arq. Henrique Pinheiro<br />
Execução – Adilson e Dedé<br />
Acompanhamento – Henrique Pinheiro</p>
<p>Vigas Recíprocas, paredes em gabião, telhado verde, uso de garrafas para iluminação natural&#8230; Clique aqui para conhecer a Capela:<a href='http://www.bioarquiteto.com.br/wp-content/uploads/2011/09/capela_SitioSc-1.pdf'>capela_SitioSc (1)</a><br />
Mais um exemplo do Arquiteto Henrique Pinheiro de como utilizar materiais locais e baixar o impacto ambiental, propondo um novo desenho, com técnicas simples, mas com um pensamento elaborado.<br />
Através da arquitetura podemos desenvolver inteligência, fortalecer a sociedade, cada novo projeto, um avanço na cultura local e a possibilidade de vermos um mundo melhor.<br />
Às vezes, vejo nas ações humanas, o exemplo de que nossos dias estão contados.<br />
Por que, ao invés de fazer da arquitetura uma preocupação puramente formal, não decidirmos por utilizar de maneira benéfica a nossa incrível capacidade de criar. Fazendo com que através do projeto as energias mobilizadas, como mão de obra, material e infra estrutura, sejam potencializadas (eficiência energética). De maneira que o desenho e a concepção de uma edificação sejam mais um passo no desenvolvimento de uma cultura humana, a cultura que demonstrou ao longo de nossa existência a nossa capacidade de evoluir e permanecer cada vez melhor neste habitat chamado Terra.</p>
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		<title>BASE ICMBio (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE CUTIAS DO ARAGUARI – AP)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 20:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Arquitetura Henrique Pinheiro, colaboração Arq. Thiago Prato e André Soares. Fiscalização/capacitação mão de obra – Arq. Cecília Prompt. Um exemplo de arquitetura usando materiais de baixo impacto ambiental e tecnologia apropriada. Aqui podemos ver que dá para fazer esse tipo de uso de materiais com uma linguagem atual e qualidade construtiva. Abra aqui o arquivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arquitetura Henrique Pinheiro, colaboração Arq. Thiago Prato e André Soares. Fiscalização/capacitação mão de obra – Arq. Cecília Prompt.<br />
Um exemplo de arquitetura usando materiais de baixo impacto ambiental e tecnologia apropriada. Aqui podemos ver que dá para fazer esse tipo de uso de materiais com uma linguagem atual e qualidade construtiva.<br />
Abra aqui o arquivo em PDF &#8211; <a href='http://www.bioarquiteto.com.br/wp-content/uploads/2011/08/projeto_cutias_do_araguari.pdf'>projeto_cutias_do_araguari</a></p>
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		<title>Casa de eventos em Bauru</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 14:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[VEJA AS FOTOS DA OBRA OBRA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bioarquiteto.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Capa.jpg"><img src="http://www.bioarquiteto.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Capa-300x221.jpg" alt="" title="Capa" width="300" height="221" class="aligncenter size-medium wp-image-723" /></a><br />
<strong>VEJA AS FOTOS DA OBRA</strong> <a href='http://www.bioarquiteto.com.br/wp-content/uploads/2011/07/OBRA.pdf'>OBRA</a></p>
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		<title>Luto: Novo Código Florestal</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 12:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus amigos, como alguns de vocês devem saber, o texto base do novo código florestal foi aprovado pelo plenário da Câmara dos deputados por 410 a 63 na última terça-feira. Um texto que passa por cima das vítimas dos últimos desastres ambientais e assassinatos, como o ocorrido na noite da mesma terça-feira, no sul do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>  Meus amigos, como alguns de vocês devem saber, o texto base do novo código florestal foi aprovado pelo plenário da Câmara dos deputados por 410 a 63 na última terça-feira.<br />
  Um texto que passa por cima das vítimas dos últimos desastres ambientais e assassinatos, como o ocorrido na noite da mesma terça-feira, no sul do Pará, dos castanheiros e ambientalistas Zé Claudio Ribeiro e sua esposa, Maria do Espirito Santo, por denunciar áreas de desmatamentos ilegais.<br />
  O fato é que estamos nos preparando para um futuro que será de escassez de recursos, catástrofes ambientais e conseqüentemente graves problemas sociais, por isso, o mundo inteiro está mobilizado em diversas escalas de ação, desde pequenos círculos de amigos, cursos, mutirões de construção, plantio, articulações para o fortalecimento da agricultura familiar, convenções climáticas, Rio + 20, etc.<br />
  Na contra mão disso tudo vem este texto agraciado pela líder da bancada ruralista senadora Kátia Abreu e redigido pelo deputado Aldo Rebelo, que por coincidência, nesta ultima eleição teve uma bela doação para a campanha de empresas como a Bunge, fabricante de fertilizantes.<br />
  Conhecemos a história do Brasil e nos espantamos ao perceber como a construção de seu espaço urbano e a ocupação de suas terras, que hoje formam imensos latifúndios, foi feita a base de grilagens, assassinatos e de muita impunidade. O mais impressionante é que mesmo sabendo de tais barbaridades ao longo de toda a história brasileira desde as primeiras chacinas a comunidades indígenas, em 24 de Maio do ano de 2011, 410 deputados aprovam um texto que deixa na impunidade muitos dos autores deste processo, anistiando quem desmatou nosso território (entre outras barbáries) até o ano de 2008.<br />
  Segue endereço com a lista de quem votou a favor e contra neste novo (velho) capítulo de nossa história. Confira como votou o deputado que você ajudou a eleger.<br />
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/921040-veja-quem-votou-contra-e-a-favor-de-codigo-florestal-de-relator.shtml<br />
  Sugiro um luto de todos nos próximos dias até que o texto passe pelo Senado. A proposta é colocar TODOS OS DIAS alguma peça na roupa que represente sinal de luto. Passe o convite adiante, esta proposta poderá se multiplicar bem rápido. Isso junto a muitas outras manifestações que estão acontecendo por ai, pode formar uma massa crítica e ter um efeito positivo com o Senado e em seguida com a Presidenta.<br />
  Acabo de colocar uma faixa preta no meu braço, pode ser também um broche com um laço preto, uma fita no cabelo, qualquer símbolo que represente este luto e que mostre aos outros que algo está errado&#8230; O importante é mostrarmos de todas as formas possíveis que não aguentamos mais, que estamos enfurecidos e que não vamos ficar quietos!</p>
<p>  Grande abraço a todos, de LUTO</p>
<p>  Tomaz</p>
[contact-form]
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		<title>Arquitetura Florescentista</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 14:40:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Arquiteto Tomaz Lotufo &#8211; Texto escrito para o livro de Andre Feliciano Todos nascem jardineiros. Mas, o tempo passa e o jardineiro se distancia de suas origens, esquece que em suas mãos existe uma sabedoria milenar acumulada, onde através dos sentidos pode entender como é capaz de compartilhar com um maravilhoso jardim. É comum deixarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arquiteto Tomaz Lotufo &#8211; Texto escrito para o livro de Andre Feliciano</p>
<p>Todos nascem jardineiros.<br />
Mas, o tempo passa e o jardineiro se distancia de suas origens, esquece que em suas mãos existe uma sabedoria milenar acumulada, onde através dos sentidos pode entender como é capaz de compartilhar com um maravilhoso jardim. É comum deixarmos de ser jardineiros quando escolhemos uma profissão.<br />
Todos nascem jardineiros.<br />
Ter consciência disso nos permitirá crescer integralmente, com as mãos, os pés, a cabeça, os olhos, o nariz, o ouvido, a boca, a pele, de corpo inteiro e principalmente, de coração. Com todos os nossos órgãos despertos, poderemos encontrar o nosso ser manifesto e o estado da arte começará.<br />
Neste belo jardim,<br />
Todos serão profissionais. Enraizados em uma profunda percepção de para onde ir e o que fazer. Convictos a respeito das melhores ações a beneficio da vida, sabendo a hora de plantar, colher, alimentar e descansar.<br />
Não formaremos mais Arquitetos, agora, formaremos Jardineiros Arquitetos.<br />
No momento da entrega do diploma estes futuros profissionais jurarão sobre uma pequena página, com apenas uma frase:<br />
“Seja um construtor de solo fértil, cuide para que a vida se manifeste distribuindo sementes e permitindo que outras sejam plantadas.”<br />
E então o jovem Jardineiro Arquiteto sairá por aí semeando Arquitetura.<br />
Arquitetura será a arte do cuidar.<br />
Cuidar é manter. Quando se cuida, os espaços por onde o homem circula ficam melhores ou iguais ao que eram. Nunca pior. A semente ou desabrocha, ou fica no mesmo lugar esperando a oportunidade de brotar.<br />
Seja um construtor de solo fértil.<br />
Ao cuidar do solo que nos nutre, ele usará o mínimo da taxa de ocupação para construir. Saberá que sem água, não há solo, e sem solo não há água, pois a água mora no solo, e o solo para estar vivo precisa da água. O terreno será como um grande coração, receptivo e carinhoso.<br />
Não há um destino melhor para a água que cai sobre os nossos telhados do que em um belo jardim.<br />
Quando chover, a água não correrá desesperada a procura de um lar, ela será toda absorvida na terra, onde lentamente transportará nutrientes e os entregará às raízes das plantas, permitindo a relação entre todos os seres que vivem no solo e do solo.<br />
O ciclo de vida da água é uma grande viajem, com destino nos lençóis freáticos. Começa passando a infância protegida em um berçário cheio de árvores, antes, desabrocha suavemente entre as pernas da mãe nascente. Graciosa, escorrega através das pedras em sua primeira aventura ao encontro dos rios para desfrutar a juventude. Agora, está madura e com coragem para curtir a fase adulta nos oceanos. A liberdade conquistada na imensidão do mar torna a vida da água um caminho cheio de encontros e aprendizados para quando estiver pronta para evaporar seu corpo etéreo vai ao céu concluir o ciclo de vida conhecendo a mais pura manifestação de espiritualidade. Idosa, muito sábia e amorosa, cai como chuva levando o seu conhecimento para os seres vivos que desejam evoluir e ter força vital. Com passos lentos caminha dentro do solo visitando o cérebro das plantas que são enormes cadeias de neurônios os quais chamamos de raízes. Ao brotarem as flores, os ensinamentos trazidos ao longo do caminho das águas transparecem por meio de cores, padrões, aromas e sabores para os jardineiros e todos que vivem fora da terra.<br />
Quanto mais olharmos as flores, mais belos os gestos.<br />
Se a fertilidade do solo é a irmã que cresce junto com a água, permitindo o desenvolvimento das flores e o encantamento dos homens e mulheres, o primeiro passo de um jardineiro arquiteto será pensar em um terreno como um escultor, desenhá-lo com a delicadeza das mãos garantindo o destino das águas.<br />
Formará um lugar extremamente fértil e úmido, caberá às suas parceiras minhocas dar os retoques finais. Preparar a terra para formar uma esponja e acolher as raízes das plantas e as casas dos pequenos animais.<br />
Habitat só será possível quando todos os seres puderem viver juntos e em paz.<br />
Cada terreno habitado, uma escultura que se funde a paisagem. Uma edificação será responsável por cuidar de toda a água que cair sobre ela e seu teto. Para isso, a cidade será um imenso jardim, mantido por seus cidadãos.<br />
Todos serão jardineiros.<br />
As escolas, ruas, praças e casas, afinal, estarão rodeadas de lindas flores, arbustos e árvores. Graças ao cuidado do homem, a parceria da minhoca, ao acolhimento do solo e a sabedoria das águas.<br />
O Jardineiro Arquiteto, um aprendiz das flores, será tão sensível que poderá cuidar da vida como uma mãe.<br />
Ao cuidar da vida, qualquer material ou produto tóxico será banido. A palavra lixo sairá dos dicionários e conseqüentemente o que chamamos de esgoto será chamado de águas nutridas. Ninguém desejará jogar ele fora, afinal, existe um belo jardim para cuidar. Então, cada casa terá seu próprio sistema biológico de purificação de água, que será apenas a cópia de seu ciclo natural. Veremos nos jardins, brejos cheios de Bananeiras, Mamoeiros, Açaís, Taiobas, Inhames, Taboas, Lírios, Papiros entre outras. Lá, a água nutrida, disponibilizará seus nutrientes para as plantas e seguirá o seu destino natural. Estes ambientes criados pelo homem imitando os brejos serão um lugar com abundância de frutas e biomassa.<br />
No cenário do final da tarde, veremos uma diversidade enorme de pássaros cantando em um céu azul alaranjado, crianças lambuzadas de manga correndo, homens e mulheres caminhando de mãos dadas gentilmente oferecendo uma fruta que acabaram de colher e idosos contando histórias sobre tempos antigos onde pássaros viviam presos em gaiolas e a comida tinha que ser comprada.<br />
A vida será uma abundância compartilhada. Todos comemorando a generosidade das frutas encontradas nos quintais. Todos aprendendo. Todos educando.<br />
Ao compartilhar, a obra será uma escola e todos serão professores, afinal ensinar é um rico processo de aprender. Nela se reunirão arquitetos, engenheiros, estudantes, mestres de obras, pedreiros, serventes e futuros ocupantes, todos jardineiros. Estes estarão sempre dispostos a compartilhar visões e conhecimentos, sobre uma técnica, um material, e principalmente como cuidar, pois o objetivo é fazer um melhor e mais belo jardim. Como gratidão, depois de uma troca entre estes diversos saberes, haverá uma troca de sementes, afinal, cada jardim tem suas particularidades.<br />
A ideologia do amor estará escrita no caminho das flores. Todos os excedentes que a incrível capacidade do homem de multiplicar pode gerar estarão constantemente circulando. Por isso, não haverá lixo. Pois esta palavra foi inventada para algo que não tem destino. A palavra entulho perderá o sentido.<br />
Tudo e todos terão um destino, sempre há espaço neste belo jardim.<br />
A cidade terá uma população capaz de produzir tudo o que precisa para se manter viva: alimentos, energia, materiais e água, como uma cidade jardim, habitada por jardineiros. Cada um desenvolverá o ofício que melhor faz, estará em constante busca de torná-lo cada vez mais interessante e o excedente de um será a necessidade do outro.<br />
O Jardineiro Arquiteto e agora Urbanista, é um criador de oportunidades.<br />
Ao projetar, cria o espaço dos encontros, das possibilidades. Como uma semente que desabrocha quando tem a oportunidade de encontrar um lugar nutrido com água, solo, matéria orgânica, vida e calor. Portanto, este Jardineiro Arquiteto projetará para pessoas como se fossem sementes, com o objetivo de ver flores. A sociedade precisará de espaços socialmente ricos e ambientalmente vivos para poder germinar as oportunidades e fazer parte desta encantadora florescência.<br />
O ser humano vai florescer.<br />
As ruas não serão mais feitas para os carros e sim para a vizinhança se encontrar. As praças serão como templos geradores de sabedoria e atividades práticas entre a comunidade. As casas despertarão o amor entre a família e os amigos, cada esquina terá um armário para deixar e recolher livros e sementes que podem ser compartilhados. E a vontade de fazer o jardim sempre mais belo será o que todos terão em comum.<br />
A vida constrói vida, a grande questão do Jardineiro Arquiteto será “Quanta vida será poupada ou gerada através do desenho e construção de um projeto?”<br />
Quanto mais viva, melhor e mais bela a Arquitetura.<br />
Onde há vida, há beleza, e onde há beleza e vida, encontramos um jardim. E se em algum lugar existe um jardim, é porque ali é muito bom para viver!</p>
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		<title>VIDEO SOBRE BIOCONSTRUÇÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 13:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segue vídeo feito pela TV BRASIL CENTRAL &#8211; CULTURA a respeito de um trabalho que fiz em Parceria com os amigos do Rearq e a Escola do Ambiente que através do seu diretor Renato Rocha traz a discussão de teçnicas construtivas de baixo impacto para a Faculdade de Arquitetura. Clique aqui Bioconstrução]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue vídeo feito pela TV BRASIL CENTRAL &#8211; CULTURA a respeito de um trabalho que fiz em Parceria com os amigos do <a href="http://www.rearq.com/">Rearq</a> e a Escola do Ambiente que através do seu diretor Renato Rocha traz a discussão de teçnicas construtivas de baixo impacto para a Faculdade de Arquitetura.<br />
Clique aqui <a href="http://vimeo.com/16555101">Bioconstrução</a></p>
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		<title>100% Barro</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 13:25:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Me encanta ver o Barro, o cheiro, suas formas e generosidade. Muito me preocupa a dureza que representa construir uma casa. Quanto de dinheiro deve ser desembolsado para este ato de emancipação, comprar terreno, material e mão de obra. O que intriga é que deste montante, mais de 2/3 é para comprar material. E da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me encanta ver o Barro, o cheiro, suas formas e generosidade.<br />
Muito me preocupa a dureza que representa construir uma casa. Quanto de dinheiro deve ser desembolsado para este ato de emancipação, comprar terreno, material e mão de obra.<br />
O que intriga é que deste montante, mais de 2/3 é para comprar material.<br />
E da onde ele vem e para onde ele vai?<br />
Geralmente vem de muito longe através das mãos de grandes corporações e multinacionais. Sem contar com o custo ambiental, uma conta que está cada vez mais alta nos vazamentos de petróleo, enchentes, secas&#8230; Toda vez que investimos nestes materiais de construção fazendo uso dos mesmos, estamos proporcionando a conservação de um sistema a serviço do acumulo de riquezas para um exclusivo e reduzido grupo de indivíduos que tem o direito “divino” do alto poder de consumo (consumo este que está acabando com o nosso precioso planeta), comprar o carro mais caro e trocá-lo todos os anos, construir mansões e fazer luxuosas festas particulares com orçamentos enormes. Um único evento extravagante poderia ser substituído por algumas noites abrigadas e refeições dignas para milhares de excluídos.<br />
Quanto mais tenho a oportunidade de trabalhar com matéria prima local, ou seja, utilizando recurso o mais próximo da obra que se pode encontrar, me deparo com o lado da simplicidade no ato de construir, em contraste, percebo como é caro ao meio ambiente e a maior parte da população sustentar este sistema de compras.<br />
Será que para ter uma casa própria deve ser tão custoso (social, econômico e ambiental) assim?<br />
	Com uma fachada de que se pretende resolver o problema habitacional do país e o velho golpe do “desenvolvimento” (para quem?), surgem os programas de governo os quais na verdade, se mostram como mais um mecanismo para perpetuar uma secular estrutura paternalista no Brasil, que quando é desmascarada se reinventa com uma nova face, desta vez ela se finge de esquerda, uma política “social” que oferece ao povo crédito a juros baixos para construir sua casa, comprar automóveis e eletrodomésticos. No caso da habitação, se exige um sistema construtivo com técnicas de dominação, fundamentais para o capital e ao invés de assistência técnica adequada, de maneira que se reproduz o velho modelo, onde se gasta muito, destinando a maior parte dos recursos para poucos e grandes grupos econômicos dos “amigos” do governo. Quem cria o programa logicamente depois é convidado para a festa.<br />
  	Aqui no interior paulista, vejo bairros periféricos inteiros sendo construídos rapidamente baseados no programa “minha casa, minha vida”, mais uma vez se busca quantidade de moradias construídas em detrimento da qualidade de vida, esta poderia acontecer com propostas de urbanização, e sistemas que ofereçam qualidade ambiental para a área como, por exemplo, captação, armazenamento e infiltração (este eu destaco, pois de nada adianta os anteriores se o destino da água não for o solo) da água da chuva, evitando as decorrentes e crescentes catástrofes causadas pelas fortes chuvas.<br />
Além disso, mesmo muitos tendo acesso ao crédito, poucos conseguem pagar e ao mesmo tempo ter uma vida digna, a maioria passa a vida trabalhando muito, indo para casa apenas para dormir poucas horas, pois precisam pagar a prestação, afinal, o valor de construir uma casa é altíssimo. Portanto estes programas precisam ir mais além, ter urbanismo, planejamento ambiental e assistência técnica antes durante e depois da construção das casas, permitindo à população menor necessidade de recursos econômicos e maior aproveitamento dos recursos humanos, coisa que as comunidades carentes mais têm.<br />
O que isso tudo têm a ver com barro?<br />
Trago como exemplo a construção de uma casa.<br />
Minha sorte como Arquiteto é poder trabalhar para pessoas dispostas a aceitar o uso de técnicas e materiais adequados para a região onde a obra está acontecendo.<br />
Trago o exemplo da Residência de <a href="http://www.bioarquiteto.com.br/arquitetura/projetos/residencia-stelio-paca/">Stelio Paca </a>, onde foi realizada uma reforma e ampliação. Na parte nova, fizemos uma estrutura de Eucalipto roliço e fechamentos à base de terra crua fermentada no esterco, sobre uma trama de bambu, conhecido como Pau a pique.  Os acabamentos foram trabalhados a partir de receitas que levam polvilho da mandioca, leite em pó e linhaça. As portas e janelas são de madeira.<br />
Optamos por este caminho, pois a cidade de Botucatu, onde a casa se localiza, tem muita terra boa para a construção e Bambu, de um tipo que não é bom para estrutura, mas excelente na armação do barro.<br />
Apesar de ser uma técnica construtiva muito comum, geralmente encontramos paredes rachadas, a do Stelio não tem rachaduras. Aprendi muito a trabalhar com terra crua em um filme documentário Argentino apresentado por um grande amigo chamado “El barro, Las manos, La casa”, dirigido por Gustavo Marangoni, trata-se de documentar e mostrar a riqueza do trabalho ao longo de dois anos, de um mestre construtor chamado Jorge Belanko que constrói com terra crua, na região de El Bolson, Argentina.<br />
O que mais me tocou no filme foi entender que o elemento principal para uma construção sensível como esta, é desenvolver a arte do bem construir: Com as ferramentas adequadas, conhecimento apurado sobre o material, e um movimento das mãos com a mesma intensidade que um jogador usa os pés, por isso esta arte depende de um profundo amor pelo fazer. O construtor Jorge Belanko é assim, vê-lo trabalhar é tão encantador como quando assistimos a um belo espetáculo de dança. E no final fica aquela vontade de sair por ai rebocando as paredes com terra, palha e esterco.<br />
Inclusive a casa do Stelio. No inicio da obra fizemos um acordo: “Fazer o melhor e mais belo Pau a pique que já fizemos”. E é assim que ela é. Até que venha a próxima, mais esta nunca será menos apreciada, pois já foi a mais bela.<br />
No final da obra a tinta foi feita a base de grude de polvilho e pigmentos. As paredes ficaram tão vivas (no sentido artístico e biológico), que parecem querer falar. Falam através do brilho nos olhos do mestre de obras Sr. Antonio ao mostrar sua obra, dizendo “é 100% barro e não tem trinca, quando esfregamos as mãos, não suja”.<br />
No brilho dos olhos do Sr Antonio eu leio “Autonomia”.<br />
Se uma casa pode ser verdadeiramente bonita e bem construída, toda de barro, como um país com tanta terra pode ter gente sem teto?<br />
O mesmo poderia dizer, que com tanto território e terra fértil, tem gente passando fome assistindo enormes áreas plantadas com soja. Criando verdadeiros desertos.<br />
Será que os atuais programas habitacionais têm realmente como objetivo acabar com o déficit habitacional?</p>
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		<title>Canteiro Experimental</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 12:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final da década de 70 o Arquiteto Brasileiro Sérgio Ferro, exilado na França e professor da Escola de Arquitetura de Grenoble, escreve o livro &#8220;O Canteiro e o Desenho&#8221; (Ferro, Sérgio. O canteiro e o desenho, São Paulo: Projeto Editores e Associados, 2a. ed., 1982.). Uma das importantes discussões que o livro aborda é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final da década de 70 o Arquiteto Brasileiro Sérgio Ferro, exilado na França e professor da Escola de Arquitetura de Grenoble, escreve o livro &#8220;O Canteiro e o Desenho&#8221; (Ferro, Sérgio. O canteiro e o desenho, São Paulo: Projeto Editores e Associados, 2a. ed., 1982.). Uma das importantes discussões que o livro aborda é a respeito do Canteiro de Obras como um espaço onde se pode ou materializar a liberdade ou fortalecer a situação de &#8220;escravidão&#8221; da mão de obra envolvida&#8230;<br />
  Continua em: <a href="http://www.bioarquiteto.com.br/canteiro-experimental/">Canteiro</a> </p>
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		<title>A importância da água em nossos sistemas</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 15:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apostila Cisterna De toda a água encontrada no planeta, 97% é “salgada” (está nos Oceanos) e 3% é “doce”. Apesar de considerarmos água doce apta ao consumo humano, a questão não é tão simples assim, pois destes 3%, 75% está nos lençois de gelo e geleiras. Para podermos usá-la, temos que descongelar, e alterar Biomas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><ins datetime="2008-09-25T15:27:08+00:00"></ins><del datetime="2008-09-25T15:27:08+00:00"></del><del datetime="2008-09-25T15:27:08+00:00"></del></p>
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<blockquote></blockquote>
<p><a href="http://www.bioarquiteto.com.br/wp-content/uploads/2008/09/16_09_08.pdf">Apostila Cisterna</a><br />
De toda a água encontrada no planeta, 97% é “salgada” (está nos Oceanos) e 3% é “doce”.<br />
Apesar de considerarmos água doce apta ao consumo humano, a questão não é tão simples assim, pois destes 3%, 75% está nos lençois de gelo e geleiras. Para podermos usá-la,  temos que descongelar, e alterar Biomas importantes a certos tipos de vida.<br />
13% se encontra em aquíferos muito profundos, entre 2.500 metros e 12.500 metros de profundidade. O custo energético e tecnológico para acessar este recurso é altíssimo, não sendo uma alternativa muito interessante.<br />
11% está no subsolo a menos de 2.500 metros de profundidade. Porém, mesmo que esta seja mais acessível, tem um papel significativo no equilíbrio do planeta, principalmente pelo ponto de vista gerado a partir das idéias de James Lovelock e amplamente aceita e difundida, que á a teoria de Gaia. Esta teoria percebe o Planeta Terra como um organismo vivo, que responde a todas as intervenções feitas sobre ele, em um processo de auto regulação, buscando um equilíbrio dinâmico para conservar a vida na terra. De acordo com Lovelock, uma evidência desta teoria, está na manutenção constante dos níveis de oxigênio encontrados na atmosfera sempre em 21%. Se esta quantidade variasse para 25%, com qualquer fogo que se iniciasse, a combustão seria tão forte, que hoje estaria tudo queimado.<br />
Mesmo o oxigênio sendo um elemento extremamente reagente, como é que ele se mantém  constantemente a 21% no ar? Nem mais, nem menos. Este é um fenômeno próprio de Gaia, um organismo vivo que se auto regula.<br />
No caso das águas subterrâneas, uma das funções, é regular temperatura e pressão. Não é a toa que na Cidade do México, o solo abaixa 10 cm por ano (Revista Megacidades  &#8211; encarte do Estado de São Paulo), já que sua população  é abastecida com água subterrânea a muito tempo. Conforme é retirada, a pressão no subsolo aumenta.<br />
Portanto, devemos evitar intervenções cirúrgicas em nosso planeta e trabalhar aonde este pode cicatrizar, que são suas camadas superficiais, na pele de Gaia.<br />
Somamos então 75% (Gelos e Geleiras) + 13% (águas profundas) + 11% (águas subterrâneas), o que totaliza 99% de 3% de água doce. Então o que temos disponível ao consumo humano é 1% deste total, ou 0,03% de toda a água encontrada no planeta.<br />
E é nestes 0,03% diponível aonde estamos jogando todo o nosso esgoto, resíduos industriais, pesticidas, etc&#8230; Esta é a parte que encontramos na atmosfera, nos rios, lagos e lagoas e solos superficiais.<br />
A cada ano que passa, nosso nível de consumo de produtos industrializados tem aumentado, e junto à isso, aumenta o montante de lixo industrial e doméstico que são despejados nos rios, lagos e lagoas, fixados ou encinerados no solo e volatilizado na atmosfera. Este dado pode ser confirmado quando são divulgados dados do tipo: “40% das mortes prematuras no mundo são consequentes de poluentes na água e geralmente em nações em desenvolvimento”, “1,1 bilhões de pessoas têm pouco ou nenhum acesso a água potável e 80% das doenças infecciosas no mundo são causadas por água contaminada”.<br />
O que podemos fazer, frente a esta realidade? Será que precisamos continuar jogando esgoto, lixo tóxico e produtos químicos nesta pouca e preciosa água limpa que ainda temos disponível?<br />
Bom, para entendermos o que fazer, um princípio fundamental seria “SEMPRE UTILIZAR SISTEMAS BIOLÓGICOS”, ou seja vivos. Depois, pensar em como Ciclar a água, Reduzir seu consumo, Reutilizar a água consumida, Armazenar a água da chuva e Absorver no solo.<br />
Então, segue um passo-a-passo para orientar os que querem construir uma cisterna de ferrocimento, ou seja, armazenar a água da chuva e depois colocá-la em algum ciclo biológico (é importante entender que o homem também faz parte deste ciclo). Se conseguirmos dispersar esta semente, tenho certeza que estaremos fazendo muito pelo solo, por todas as formas de vida e uma significativa melhora na qualidade de vida social.</p>
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		<title>Fermentação Tradicional</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 11:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomaz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tradução feita de capitulo do livro “Ferment and Human Nutrition” escrito por Bill Mollison A maior parte deste livro é sobre fermentação, porque é uma excelente maneira de prolongar a vida de muitos alimentos, além de formar proteinas e vitaminas em alimentos nutritivamente pobres de “amiláceas”. Muitos povos ocidentais estão familiarizados com levedos de pães, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tradução feita de capitulo do livro “Ferment and Human Nutrition” escrito por Bill Mollison</em></p>
<p>A maior parte deste livro é sobre fermentação, porque é uma excelente maneira de prolongar a vida de muitos alimentos,  além de formar proteinas e vitaminas em alimentos nutritivamente pobres de “amiláceas”. Muitos povos ocidentais estão familiarizados com levedos de pães, massa azeda, queijos e cervejas. Mas poucos de nós percebemos como habilmente povos tradicionais enriquecem os sabores em suas dietas, ou fazem carboidratos simples se tornarem mais nutritivos através da fermentação.<br />
  Não que o fermento seja usado somente na produção de comida, ele é também uma parte do processo de silagem e compostagem, um método de produção de fibras e tinturas através do “apodrecimento” de plantas, um caminho para libertar as sementes de suas capsulas, ou &#8220;os pelos de esconderijos”, e um antigo método de preparar sementes para a germinação removendo suas substâncias inibidoras como aquela cobertura das sementes que parece um sabão.<br />
<span id="more-181"></span><br />
  Para quase todo mundo do Ocidente que não é cientista ou tecnólogo de alimentos, o processo de fermentação é um mistério. Cerveja, pão, queijo e yogurt são os produtos mais conhecidos da fermentação e também uma parte bastante ampla da dieta rural. No mundo oriental no entanto, peixes e vegetais fermentados são o alimento normal das vilas, e na Asia toma muitas formas, com base em muitos substratos(arroz, trigo, legumes, vegetais).<br />
  Curiosamente, a maioria de todos os micro-organismos usados em culturas para inocular alimentos são encontrados em muito específicos alimentos e em lugares bem específicos(ex. Lactobacilos do leite e cremes encontrados nos laticíneos, raramente na natureza). É provável que nós tenhamos co-evoluido estas espécies muito uteis ao longo de milhares de anos, da mesma forma que nós domesticados organismos maiores como cachorros ou gado. De que outra maneira poderia um organismo específico do leite ter persistido? Como também poderia o levedo de cerveja ter evoluido, quando nós mesmos sabemos que fizemos pão ou cerveja?<br />
  Tais comentários não são aplicados nos casos dos fermentos espontâneos (sem inóculo), como por exemplo vinagres em vasilhames abertos, rabanetes em valas, grãos em composto, ou peixe no sal; muitos materiais carregam suas próprias enzimas e organismos de fermentação, habeis para operar nestes ambientes artificiais,  e portanto são culturas que dependem delas mesmas. Mas como nós descobrimos isso a não ser construindo covas, compostos e embrulhos salgados? Parece provável que muitas de nossas tentativas para guardar alimentos, realmente resultaram em uma fermentação benéfica e que nós refinamos o processo ao longo de milhares de anos.<br />
  Quando os fermentos surgiram, uma vez estabelecidos foram maravilhosamente refinados em milhares de produtos e formaram uma parte importante na totalidade da nutrição humana.<br />
  Leite, pão, ou cerveja podem muito bem “criar” algumas espécies microbiológicas, e serão certamente geradores de variedades que se adequam a específicos processos e sabores.  O que poderia explicar porque nós não podemos encontrar prontamente muitas espécies úteis fora dos ambientes criados pelo homem, e também porque nossos ancestrais próximos fermentaram na madeira, terra, vasilhas,  porcelanas não vitrificada, cuias e peles;  e eles preservaram seus micro-organismos em vasilhames que carregavam com eles, ou usavam todos os anos (como nas covas). Então, o substrato cria variedades, e nós criamos o substrato e perpetuamos culturas bem sucedidas.<br />
  Embora nós no Ocidente podemos nos dar ao luxo de comer arroz como um simples grão de amido(numa dieta já bem suficiente), bem poucas pessoas no segundo e terceiro mundo podem ficar sem algumas formas de enriquecimento do amido pela fermentação, e criar alimentos consumidos como bebidas azedas, cervejas, mingau de aveia azeda e brotos de sementes. Muitos biólogos do campo apontam agora que os métodos de fermentação indígena servem para casas e vilarejos, e usam amidos comuns de baixa qualidade nutricional ou resíduos de celuloses para criar enriquecimento proteico.</p>
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